Política

Crise na saúde volta ao plenário e deputados criticam defasagem da tabela SUS

A crise na saúde barriga verde voltou a ser debatida no plenário com críticas contundentes à Tabela SUS. “O mutirão de cirurgias paga um valor além da Tabela SUS, imagine o cirurgião que ganha de R$ 50 a R$ 60 líquidos por procedimento, com o mutirão vai ganhar R$ 50 mais R$ 200, por isso que os procedimentos pelo SUS deixaram de existir, só cirurgia de emergência, não porque paga melhor, mas porque prende o médico e o diretor do hospital se não fizer”, descreveu Serafim Venzon (PSDB) na sessão desta quarta-feira (6) da Assembleia Legislativa.

 

José Milton Scheffer (PP) reconheceu a defasagem da Tabela do SUS. “Hoje nossos hospitais trabalham com um déficit enorme, não era objetivo do governo federal reajustar a tabela”, afirmou Scheffer, referindo-se aos governos de FHC, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer.

 

Scheffer destacou a situação da dívida da Secretaria de Estado da Saúde (SES). “O governo admitiu uma dívida de R$ 508 milhões, com o Hospital São José de Criciúma o valor é significativo, R$ 30 milhões”, informou Scheffer, que elogiou os gestores do hospital criciumense por manterem-no funcionando.

 

Scheffer fez um apelo aos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para deliberarem sobre o Projeto de Lei nº 13/2017. “Fizemos um acordo de líderes para deliberar até final de agosto, são R$ 102 milhões de superávit do Porto de São Francisco que vão entrar para o orçamento, com compromisso para beneficiar os hospitais filantrópicos”, ponderou Scheffer.

 

Neodi Saretta (PT) concordou com o representante de Sombrio. “Temos que deliberar os projetos que podem dar mais recursos para área da saúde”, defendeu Saretta, que ressaltou a sugestão que ofereceu para utilizar parte dos R$ 1,5 bilhão emprestados do BNDES na saúde, assim como os recursos originários da diminuição temporária das alíquotas do SC-Saúde.