Opinião

A atual fase do Operário de Mafra

O Operário de Mafra, na forma como se encontra, é o maior time itinerante de Santa Catarina. Ele é originário do Biguaçu, campeão da Série C do Estadual em 2011, que se transferiu para Canoinhas em 2012, com a primeira mudança de nome. Anos depois, a vaga acabou indo para Mafra, onde o atual Operário foi fundado, em fevereiro de 2013.

 

Neste ano, o time deixou o estádio Pedra Amarela e mandou seus jogos para Itaiópolis, cidade de apenas 20 mil habitantes. Depois de uma briga política que acabou em um racha com a Prefeitura, o clube resolveu prosseguir no Estádio 16 de Abril, com capacidade para dois mil torcedores.

 

O ano do Operário não está sendo fácil. O time foi alvo de críticas em recente matéria no UOL sobre a situação das equipes de base, que viajam em condições complicadas para disputar o campeonato estadual, que é obrigatório segundo o regulamento da FCF. Os números impressionam: Em quatro partidas, o time tomou 74 gols. A crítica foi para a Prefeitura de Mafra, que teria cortado o auxílio ao clube e forçado os atletas a pagarem sua alimentação para jogar.

 

Falando no profissional, o Operário apareceu como um possível candidato ao acesso no ano passado. Montou uma base interessante com jogadores rodados no Estado e vinha conquistando bons resultados. Mas o dinheiro acabou, o time foi desmontado e terminou endividado. O trabalho do técnico Edmar Heiler e da sua esposa, que é a presidente do clube, é admirável. Mesmo diante de um cenário completamente desfavorável, não desistiram e vão colocar o time para jogar, com um elenco bem modesto.

 

Edmar Heiler

 

O jovem elenco tem base no time que participou da Copa Santa Catarina sub-20, que terminou em oitavo lugar. Até por causa da limitação do regulamento, o elenco não será a altura daquele do ano passado, que tinha nomes conhecidos como Xipote, Leandro Branco e João Neto. O destaque do time é Pedro, lateral de 22 anos que fez base no Coritiba, com passagem pela Chapecoense. Também chegam o zagueiro Rennan, ex-Criciúma, o meia Jonathan Teixeira, ex-Brusque, e o volante Daniel, ex-Hercílio Luz e Guarani. Vale destacar também o goleiro Willian, de apenas 17 anos de idade; e Bruno, que chega por empréstimo do Avaí.

 

O Operário não aparece na lista dos melhores da Série B e caminha para mais um ano como coadjuvante. Confesso que me impressionei negativamente com a questão envolvendo o descaso com a base, que dá um sinal de desorganização, mas o casal Heiler nunca desiste e vem, mais uma vez, para a segundona, desta vez em nova casa.

 

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