A mil por hora

Velozes e Furiosas

A participação feminina nos esportes de velocidade vem crescendo, o que mostra o empoderamento da mulher nos esportes de velocidade. Porém, ainda há muito que conquistar.

 

 

Quem assiste uma corrida de Stock Car, Fórmula 1, Indy, ou qualquer outro esporte de velocidade, pode notar a predominância masculina, seja nas pistas ou nos bastidores. Mas essa história já começa a mudar. As mulheres já estão presentes na mecânica, na segurança, na assessoria de imprensa e produção da transmissão de TV, ou em cargos administrativos.

 

E também estão presentes nas pistas. Como a piloto de Stock Car Bia Figueiredo que compete em igualdade com seus concorrentes e, em entrevista, revela sua sede por bons resultados e a consciência de ser um incentivo para mais corredoras no futuro. Outro exemplo é a norte-americana Danica Patrick, que em 2008 se tornou a primeira mulher a vencer uma corrida da Indy.

 

Ainda, segundo o site Globo Esporte, no caso da Stock Car, as mulheres já somam 30% entre os profissionais envolvidos com as corridas (aproximadamente 5000 pessoas). Algumas em cargos de destaque como Rachel Loh da equipe Ipiranga, na engenharia de competições, ou Bruna Frazão na coordenação de planejamento estratégico da Stock.

 

Porém, ainda se tem muito a fazer.  Na F1, por exemplo, não se tem mulheres num grande prêmio desde 1992. E, atualmente, elas chegam no máximo a piloto de testes das equipes. Na história da competição apenas 5 chegaram a correr, sendo que nenhuma delas conseguiu poles position, pódios, vitórias ou títulos. Apenas a italiana Lella Lombardi conseguiu pontuar na carreira.

 

E para mudar essa história o trabalho começa na base. E isso já é realidade. O número meninas no kart, por exemplo, vem aumentando. Atualmente, há três se destacando nas provas e atraindo atenção de patrocinadores. Elas são Antonella Bassani, Julia Ayoub e Maria Eduarda Nienkötter. Isso mostra que no futuro poderá ter mais mulheres nas pistas.

 

Mas, ainda há estereótipos para serem quebrados. E há, ainda, de se enfatizar problemas gerais dos esportes de velocidade, como a falta de patrocínio e incentivo para os atletas, além das oportunidades muito concentradas em grandes centros urbanos. Porém, a situação atual se mostra favorável para mudanças e tem muitos pilotos conseguindo driblar as dificuldades. Com meninas se destacando no Kart há maior chance e se abrir portas para que mais se interessem. E, quem sabe, poderá se ver mais Bias Figueiredo e Danicas Patrick disputando títulos.

 

– Continua após a publicidade –

 

VER PRIMEIRO

Agora, que tal seguir o nosso Instagram, Twitter ou curtir a nossa página no Facebook? Para que você possa continuar acompanhando os melhores posts sobre Rio Negro e Mafra, diariamente, em suas redes sociais.