Rabiscando entre linhas

A verdade por trás da superfície

A menina sentava ao fundo da sala. Os ombros caídos, o rosto nebuloso em meio à tristeza. Seus olhos estavam fixos na carteira como se lá pudesse encontrar a resposta para as perguntas que martelavam em sua cabeça.

 

Muitas vezes olhavam-na de soslaio, a cara estampada com pena, julgavam a menina por não ser boa o suficiente, por tirar notas insatisfatórias e nunca evoluir: “Como pode uma menina de tanto potencial não saber as respostas mais simples?” Eles se perguntavam e a menina murchava cada vez que sua incompetência era anunciada.

 

Todos a diminuíam julgavam sua falta de esforço, mas ninguém ofereceu ajuda. É tão comum pressupor algo só pelo que parece ser, os olhos enxergam até certo ponto, a verdade está submersa em meio às dificuldades, impedindo de sermos nós mesmos diante dos outros.

 

A menina, apesar das meras suposições deferidas a ela, mostrou que atrás de todo aquele muro de tristeza, havia uma grande artista, desenhos eram realizados com perfeição apesar de suas notas “insuficientes”. Uma prova não vale mais que todas as coisas enfrentadas para chegar onde você está hoje, olhe todas as suas conquistas, olhe para trás e veja tudo o que você aprendeu, ninguém é igual, cada um possui a sua genialidade, uma prova não trará a felicidade, não fará de você uma pessoa melhor.

 

Cada um segue o seu tempo, você já é suficiente, você é incrível sendo você mesmo, afinal, uma nota não define quem você é.

 

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