Fatos e Versões

Damares, a rainha louca do Governo Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro indicou a senhora Damares Alves – pastora evangélica, como ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Para quem pretendia inovar no seu governo, trazendo ministros do mais puro quilate, o tiro saiu pela culatra.

 

A revista Época (edição 04-02-2019) reconstrói a história de como a ministra Damares Alves levou há 15 anos, de uma aldeia no Xingu, a menina que hoje apresenta como sua filha adotiva, Lulu Kamayurá. A adoção nunca foi formalizada.

 

Num de seus devaneios mentais, ela afirmou que crianças de dois anos são masturbadas (isso mesmo, e ela usa como exemplo a Holanda, onde virou alvo de deboche), que as feministas promovem guerra entre homens e mulheres e que “ninguém nasce gay”. Ela apareceu também em um vídeo em que comemora uma “nova era no Brasil”, afirmando que “menino veste azul e menina veste rosa”. Em outra situação afirma que viu Jesus num pé de goiabeira. “Eu estava em cima do pé de goiaba e aconteceu algo extraordinário. Eu vi Jesus se aproximando”, afirmou. Damares disse também que chegou a aconselhar Jesus a não subir na árvore, pois “ele não sabia” e “poderia se machucar”.

 

Para terminar essa seleção, repetimos, digna do roteiro de The Handmaid’s Tale, o pensamento da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos sobre as próprias mulheres. A ministra acredita que a mulher nasceu para ser mãe e que ideologia de gênero é morte. “A mulher nasceu para ser mãe. Também, mas ser mãe é o papel mais especial da mulher. A gente precisa entender que a relação dela com o filho é uma relação muito especial. E a mulher tem que estar presente. A minha preocupação é: dá pra gente ter carreira, brilhar, competir, consertar as bobagens feitas pelos homens. Sem nenhuma guerra, mas a gente conserta algumas. Dá pra gente ser mãe, mulher e ainda seguir o padrão cristão que foi instituído pras nossas vidas”, disse a líder evangélica.

 

Não dá para fazer muitos comentários sobre a futura ministra dos Direitos Humanos. É covardia tripudiar sobre sua capacidade de dizer bobagens. Nem é bom imaginar o que ela fará com sua ânsia em produzir frases de efeito como de que “a gravidez é um problema que só dura nove meses”. O essencial, nesta história, é como o novo governo enxerga a questão dos direitos humanos, que se expressa na sua escolha.

 

Damares é uma chacota e fala bobagens hoje em escala menor, muito menor, do que já falou nos últimos anos. Num vídeo, chegou a dizer que Marta Suplicy, quando prefeita de São Paulo, tinha programas para “masturbar as crianças a partir dos sete meses de idade”. E para quem se diz uma moralista, antes mesmo de ser nomeada ministra, ela também foi flagrada usufruindo de dinheiro público. Hipocrisia pouca é bobagem!

 

Sem diploma, a ministra já se apresentou como mestre em educação e direito. Após ser questionada sobre formação acadêmica, ela disse que o título era bíblico. Ela também não possui currículo no Lattes, uma plataforma mantida pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para agregar trabalhos e títulos de acadêmicos. O pesquisador não é obrigado a estar no Lattes, mas foge à praxe não ter seu nome lá.

 

Pobre Brasil, com essa nulidade!

 

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