Fatos e Versões

Farinha do mesmo saco

A expressão “farinha do mesmo saco” procura caracterizar o comportamento dos partidos políticos durante o II Reinado. Segundo historiadores, era uma expressão nascida no meio do povo, uma forma de criticar o sistema partidário brasileiro.

 

A crise instalada no governo brasileiro (federal), com falta de credibilidade não pode ser vista somente de um ângulo. Uma das visões mais partilhadas no Brasil em relação aos políticos é a de que são todos uns a cara esculpida e escarrada dos outros. Na linguagem do asfalto: farinha do mesmo saco.

 

Em campanha, declaram-se capazes de tudo para melhorar a vida da coletividade. Eleitos, revelam-se incapazes de tudo. Ao menor sinal de escândalo, recorrem a um mesmo e invariável axioma: “Eu não sabia!”.

 

O poder legislativo também dá mostra de “falência”, sendo considerado pelos analistas políticos como o Legislativo mais conservador dos últimos anos. As denúncias são inúmeras e são apenas o ápice do iceberg nesse oásis chamado Brasil.

 

Um político afirmou recentemente que esse país só se move pela corrupção – apesar de soar como uma zombaria, está em conformidade com o que assistimos e lemos diariamente. Moro, nos EUA considerou o caixa-dois como o mais perverso dos crimes. No último domingo (24), zoado no Fantástico, negou o que disse.

 

A política no Brasil lembra uma estrofe da música de Roberto Carlos: “Amada Amante” – que podemos generalizar com partidos políticos (legendas de aluguel) que “deitam” na cama com quem paga mais (propina). Salve-se quem puder! É político envolvido com drogas, primo do político, pai, esposa, amante, avó, enfim até filho adotivo.

 

De Brasília para Mafra, haja saco para tanta farinha! O que eu digo é o seguinte: “Dizer que é tudo farinha do mesmo saco é uma ofensa à farinha, porque a farinha é boa e esses políticos não. Estão envenenando a farinha”. Infelizmente, ao tergiversar com os manos Woehl (José & Martim) fui contumaz no meu raciocínio de que se o eleitor procurar bem, há pontos em que os candidatos deixam ao menos pistas sobre o que pretendem e como pretendem governar. Um exemplo é o debate econômico.

 

Nesse século, virou desfecho de conversa de bar a sentença de que PT e PSDB viraram farinha do mesmo saco.

 

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