Minha opinião

Onde o povo não se manifesta, o macaco Simão faz a festa

Transcrevo abaixo o texto que recebi, via e-mail, de um leitor residente em Florianópolis, o qual emitiu seu parecer sobre o texto do último fim de semana. Por razões éticas não vou citar o nome, esclarecendo que o texto está em meu arquivo pessoal:

 

“Bom dia, amigo articulista!

Com tristeza devo registrar que comungo integralmente com você em relação ao meu conterrâneo, ex-governador Colombo, pois graças a ele nosso Estado está na situação que está, quase falido.

A reforma de nossa bela (cantada em prosa e verso) Ponte Hercílio Luz encontra-se na situação caótica também em razão dos diversos contratos superfaturados, a maior parte da época do ex-governador. 

Sem contar as pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Machado Salles, que estão desde a construção sem nenhuma manutenção, a ponto de registrarem uma catástrofe sem precedentes.

E tuas palavras, na defesa de tua querida Mafra e as promessas dos políticos, conforme teu relato, merecem a mais profunda reflexão por parte de todos nós, que votamos nesses “profissionais” que praticamente nada fizeram sem que, no fundo, visassem o próprio bolso.

Muito triste tudo isso, amigo.”

 

Quando era menino gostava de ouvir a fábula, ou como chamávamos na época, a historinha do “Macaco Simão” e da velha chamada Ferinfivelha.

 

Deduzia-se da história que Ferinfinvelha era uma senhora ranzinza, caprichosa e que seu bananal era a menina dos seus olhos. Mas tinha um porém, as bananas não amadureciam, e como a velha vivia isolada, tão logo as bananas amadureciam. Lá vinha o macaco Simão para fazer a sua festa comendo as bananas.

 

Aristóteles, filósofo na Grécia antiga, mundialmente conhecido, afirmou que “o homem é um animal gregário que vive em sociedade”. Bem, sabemos que é difícil viver em sociedade, pois cada ser humano é dotado de uma personalidade própria, interpreta o que ouve e vê de diferentes formas.

 

Em nossas cidades circulam diferentes comentários sobre a administração municipal e o silêncio dos vereadores, o que torna difícil, até certo ponto, saber quem está com a verdade. O fato é que comentários desairosos sobre as condutas ou competências das pessoas sempre existiram.

 

Há um velho ditado popular afirmando que “onde tem fumaça tem fogo”, brocardo nem sempre é verdadeiro.

 

É preciso saber quem acendeu ou se ele não foi fruto do calor ardente, aquele que queima até a ansiedade de amor, de um toco de cigarro ou se efetivamente é fruto de algo mal feito.

 

Nós vivemos em uma sociedade onde todos são por si e poucos são pela comunidade. Raros são aqueles que se preocupam com os desmandos praticados pelos gestores ou pela omissão deles. Muitos afirmam: Para quê fiscalizar se existe, no caso do município, a Câmara Municipal e o próprio Ministério Público? Este último tem outras obrigações, é o órgão que fiscaliza a lei, logo, não pode se preocupar o tempo todo com questões paroquiais onde o Poder Legislativo, se quiser, pode atuar com mais eficiência.

 

Uma das finalidades da Câmara Municipal é fiscalizar os atos do Executivo, e encontrando algo errado, tomará as providências cabíveis e, se necessário, levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.

 

Assim também deve agir o munícipe, que deve procurar um vereador ou outra autoridade e relatar o fato, para que providências sejam tomadas. O correto é que leve consigo algum elemento de prova. Muitas vezes conseguir uma prova é difícil, mas não impossível.

 

O que não resolve é ficar afirmando que pagou propina e ou foram realizadas viagens para fins particulares, mas as despesas foram pagas com dinheiro público ou que as máquinas estão sendo usadas para fins particulares.

 

A Justiça não pode ficar voltada para conversas sem informações seguras. Logo, não adianta criticar o MP ou o Judiciário, é preciso encontrar provas. Muitos comentam, pedem que se faça divulgação, mas como divulgar fatos somente através de informações sem qualquer documento ou elemento de prova?

 

A omissão dessa legislatura é pública e notória. Os vereadores não perseguem o prefeito como fizeram nas legislaturas anteriores, mas também não podem agir como vaquinhas de presépio, sempre dizendo amém.

 

A bem da verdade, não sei se somos um povo acomodado ou se temos medo da casta de poderosos que, querendo ou não, dominam vários setores de nossa comunidade. Esses, quando não gostam da alguém, não medem esforços nem se preocupam com o quanto vão gastar para atingir seu objetivo e prejudicar seu desafeto.

 

É por isso que afirmo que, onde o povo não se manifesta, o macaco faz a festa.

 

Temos vários órgãos e imprensa em nossa cidade, todos conservadores e que preferem divulgar notícias que não lhe tragam problemas, até porque, como todos sabem, mesmo divulgando fatos verdadeiros, muitos os ameaçam, exigem satisfação, querendo saber como a imprensa tomou conhecimento do fato. Os comentários são feitos ao pé do ouvido em rodas sociais, mas quando você pergunta se tal fato é verdadeiro, ninguém sabe de nada.  

 

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