Fatos e Versões

Dia Internacional da Mulher

São muitas as publicações que retratam a história do porquê do Dia Internacional da Mulher. Na história da humanidade, do global para o particular, podemos citar a teoria da Eva mitocondrial, nome pelo qual é conhecido o Mais Recente Ancestral Comum – MRCA (do inglês, Most Recent Common Ancestor) por descendência matrilinear de todos os seres humanos vivos na atualidade. O seu DNA mitocondrial (mtDNA) foi passando de geração em geração e está agora presente em todas as pessoas.

 

Todos os mtDNAs presentes em todas as pessoas do mundo é derivado do mtDNA da Eva mitocondrial. É a contraparte do Adão-Y, o Mais Recente Ancestral Comum – MRCA, por descendência patrilinear. E, segundo a hipótese científica mais aceita, tem origem na África.

 

Em Alexandria tivemos Hipátia, celebrada como a primeira matemática da história, mulher de forte personalidade que, numa sociedade masculinizada, reuniu à sua volta um círculo brilhante de discípulos que a admiravam, mas foi brutalmente assassinada. E que tal Marie Curie? Uma cientista polonesa que descobriu e isolou os elementos químicos, o polônio e o rádio, junto com Pierre Curie. Foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Física e a primeira mulher a lecionar na Sorbonne.

 

E Maria Bonita que cativou Lampião, o rei do cangaço, que tal? Você provavelmente também já ouviu falar da Malala, a garota paquistanesa que é também a pessoa mais jovem a ser contemplada com um Prêmio Nobel por sua luta pelos direitos das mulheres à educação e pelo símbolo de força e resistência que se tornou, devido à sua experiência pessoal (ela levou um tiro na cabeça quando tinha apenas 14 anos). E Anne Frank? A escritora judia que fez um brilhante e extremamente triste retrato de sua família, que precisou se esconder de nazistas.

 

São tantas personalidades marcantes, de Cleópatra a Anita Garibaldi. Joana D’arc, Maria Quitéria, Mata Hari, Cora Coralina, Madre Teresa de Calcutá, Evita Perón, Princesa Diana, Maria da Penha e Dandara. Esta última, quando menina se juntou ao grupo que desafiava o sistema escravista no Quilombo dos Palmares. Casada com Zumbi, lutava pela liberdade, era contra acordos governamentais e se matou quando foi capturada.

 

No plano local, tivemos muitas mulheres de sucesso em Rio Negro e Mafra:

 

Helga Plotow: Professora que lecionou na Escola Normal Margarida Kichner.

 

Etelvina Therezinha Pinto: Professora chefe da divisão de Educação Física e Desportos da 8ª UCRE Mafra de 1978 a 1987. Ministrou aulas de recreação e jogos na pré-escola e cursos de aperfeiçoamento em dança e recreação para professores de 1ª a 4ª série. Ela também foi monitora de colônia de férias, participou da criação e implantação do Festival do Folclore na 5ª UCRE em Joinville, e foi adjunta de coordenação de Tênis dos XV Jogos Escolares Brasileiros em Brasília.

 

Maria José França Foohs: Diretora da EM Margaria Kirchner. Foi uma baluarte na educação riomafrense.

 

Albany Busmann: Foi vice-prefeita em Rio Negro e muito atuante na política.

 

Maria Laides de Andrade: Desportista, foi uma das grandes incentivadoras do futebol amador e infanto-juvenil.

 

Léa Mamber: Perseguida pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, mudou seu nome para Alicja Zofja Nuzsy. Ao casar-se, tornou-se Léa Mamber. Renasceu duas vezes – na primeira, pelas mãos de sua mãe, no trem da morte; na segunda, ao receber outra identidade. O livro “O salto para vida” conta a história verídica de Léa, desde suas origens, na Polônia até chegar ao Brasil em Mafra, onde reconstruiu sua vida.

 

Elizabeth Baader Costa: Seu marido desapareceu em 1967 em Curitiba na ditadura militar. Ficou responsável por sustentar seis filhos, sem nenhum ajuda/pensão e conseguiu que todos concluíssem o ensino superior. Está referenciada no livro “A ditadura por aqui” e “Até depois de amanhã”.

 

Dona Targina: Realizou excelente trabalho na Igreja Matriz São José.

 

Professora Acácia Kuenzer: Filha do professor Orlando Kuenzer. Possui graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1972), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1979) e doutorado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1984). É professora titular aposentada da Universidade Federal do Paraná. Atualmente atua na Universidade Feevale, exercendo suas atividades no Programa de Doutorado em Diversidade e Inclusão Social.

 

Enfim, todas as mulheres são heroínas, sem distinção! Tem aquela senhora que vende panos de prato do sinaleiro do alto de Mafra, aquela senhora que todos os dias caminha com seu filho portador de necessidades especiais, tem a técnica de enfermagem, tem a bombeira voluntária, a policial, tem as cuidadoras de enfermos/idosos, a zeladora, a mulher do cafezinho ou aquelas que cedem seus corpos mas não abrem mão de suas almas.

 

Para finalizar, mulher, aquela feita para brilhar, que chora, que sorri e que conquistou o seu lugar. Aquela que cuida sem limite, que tem sempre um bom palpite e sabe como encantar. Aquela que às vezes faz drama, que grita, fala, chama e não desiste de lutar. Aquela que é sentimento, que leva alegria ao sofrimento e nunca se cansa de amar. Aquela que é mulher, simplesmente mulher em primeiro lugar.

 

Feliz Dia Internacional da Mulher!

 

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