Minha opinião

Momentos importantes

A Vigilância Sanitária de Mafra publicou no dia 9 de fevereiro uma matéria intitulada “Vigilância Sanitária de Mafra alerta a população sobre a importância da regularização dos sistemas individuais de esgotamento sanitário”.

 

Muito bem elaborada e esclarecedora e, sem dúvidas, um alerta a toda a população, a matéria publicada serve de alerta à população, mas está também endereçada aos proprietários de imóveis comerciais em razão do alvará. Deveria ainda, dela constar aviso aos proprietários de imóveis residenciais mais antigos. Estes também deverão regularizar tal situação, afinal, existe um grande número desses imóveis remetendo os dejetos sanitários via as obsoletas galerias de artes pluviais. A iniciativa é meritória, mas ameaçadora e deve ser indiscriminada.

 

É uma vergonha para nós, mafrenses, não termos um sistema moderno para tratamento de água e uma estação para tratamento de esgoto sanitário. Para que Mafra possa alavancar o progresso, é preciso primeiro preparar o terreno para o desenvolvimento.

 

Assim entendendo que os presidentes das entidades sociais e de classe, vejam bem, estou me referindo à OAB, CREA, CRECI, CDL, Rotary, Lions, lojas maçônicas e demais entidades de classe, envolvidas com a área da saúde, deveriam se movimentar e criar o movimento pró-saúde para representá-los. Estes, por sua vez, elegeriam um presidente, então se uniriam à Vigilância Sanitária, onde juntos escolheriam uma comissão de notáveis, a qual deve ser presidida por um profissional de reconhecida competência e dedicação, preferencialmente sem envolvimento político para exigir que o Prefeito Municipal exija o cumprimento do contrato pela Casan, estabelecendo prazo para o reinício das obras, sob pena de multa diária e, caso assim não o faça, rescindir o contrato e esta mesma comissão, acompanhada de um engenheiro e um médico sanitarista, elaborariam o edital de licitação para exploração do sistema de água e esgoto em nosso município.

 

Esclareço que, um trabalho iniciado há mais ou menos 4 ou 5 anos, não foi complementado porque, além de ser eleitoreiro,  visava a privatização da Casan, que não ocorreu porque a empresa mapeada para ganhar a licitação já estava enterrada  na lama da corrupção. Fica aqui uma sugestão, ou então ainda iremos morrer contaminados pelas fezes.

 

No último fim de semana me deparei com a notícia de que o vereador Witinho sugeriu a convocação do Secretário de Desenvolvimento Urbano, Delfim Roque Girardi. Aquele já havia supostamente preparado um questionário a ser respondido pelo secretário. O que me causou surpresa foi que, no mesmo caderno, só que em outra página, estava estampado com a foto da arquiteta Debora Kalow Schossig, informando que, em razão do pedido de exoneração do secretário Delfim, ela estaria assumindo o cargo.

 

Delfim assumiu o cargo com a intenção de bem servir a comunidade. Conheço-o de longa data, sei da sua competência e dedicação e seus princípios. Quando ele aceitou o cargo tomei a liberdade de dizer: você entrou numa canoa furada. Portanto, posso afirmar que ele não se demitiu por receio das críticas. Possivelmente se exonerou por não ter encontrado o necessário apoio para seus projetos. Não estranhem se o mesmo ocorrer com a nova secretária.

 

Como não se vive somente de política, me vem à mente os bons tempos de nossos clubes sociais como o Zeppelin, Clube Rionegrense, Sociedade Vitória, a extinta Sociedade XIV de Julho e a Sociedade Agricultura União, onde eu e muitos outros embalamos sonhos de amor ao som de lindas valsas, boleros e samba canção. E já me vem à memoria as velhas tardes de domingo no XIV de julho, ao som dos Atômicos, os bailes memoráveis e inesquecíveis do Rionegrense, Zeppelin e Sociedade Agricultura União que, embora afastada da região central, era muito frequentado. Foi lá que conheci minha primeira namorada, mas foi no Zeppelin que conheci a Angelina, com a qual encontrei o caminho da felicidade conjugal, que já perdura há 45 anos, em que constituímos nossa família, composta de dois filhos e um neto.

 

Enaltecer a família nunca é demais, mas estou evocando o passado para lamentar o quase desaparecimento dos nossos clubes sociais. Bem sei que os mais jovens vão dizer que os tempos eram outros. Sei disso, sei também das dificuldades para manter esse tipo de patrimônio, mormente em suma sociedade conservadora como a nossa.

 

Compreendo que as ações da juventude de hoje não estão voltadas para perenização do que passou, hoje eles dizem: “a fila anda”. O universo de oportunidades abriu outras portas, associar-se a um clube por quê?

 

Em Mafra, a diretoria do Santa Helena Clube de Campo preserva os sonhos idealizados por Boleslau Paluch e sua esposa Helena Paluch, pela forma que vem sendo administrado. Pode-se afirmar que o Santa Helena Clube de Campo é um cartão postal para nossa cidade. Soa bem aos nossos ouvidos ouvir pessoas que por aqui passam e elogiam aquelas instalações. Parabéns a Mafra e a toda diretoria do Santa Helena.

 

Mulher, o que seria do mundo sem sua presença, tens no coração o fanal do amor, complemento do dom da maternidade. Tens nos olhos o brilho das estrelas distantes, mas sempre perto de nós, és o soar dos sinos alvissareiros. Nos momentos de alegria choras de emoção, nos momentos de dor contrais o coração, mais não esmorece, e choras de compaixão por quem padece.

 

Mulher, encontras o momento de amar, de doar-se aos filhos. És o farol que nos ilumina na escuridão e nos guia nos momentos mais difíceis. És incompreendida pela sociedade machista, mas tem o dom da compreensão e do perdão. Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia e a esperança de que o machismo que gera a discriminação seja subsídio, pelo companheirismo, pela compreensão e pelo respeito. Só assim o mundo será mais belo. – Ange, Fernanda e Patricia o meu carinho e todo o meu afeto.

 

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