Minha opinião

Cargos semelhantes, posturas diferentes

 

A última eleição trouxe uma surpresa agradável para o Brasil e para Santa Catarina com a eleição de dois militares de forças semelhantes, mas com missões diferentes.

 

Jair Bolsonaro foi militar do Exército, deixou a caserna e logo ingressou na vida política. Ele exerceu diferentes cargos, militou em diferentes partidos e foi candidato a Presidente da República pelo PSL. Embora desconhecido do eleitor brasileiro num primeiro momento, Bolsonaro encontrou dificuldade para polarizar as atenções e aos poucos, foi ganhando confiança da população. Mesmo tendo enfrentado certas dificuldades para encontrar um candidato a vice-presidente, devido sua postura autoritária e até certo ponto, agressiva, não esmoreceu e acabou escolhendo um militar de hierarquia superior, no caso o General Mourão, aquele mesmo que o Movimento Brasil Livre conclamava para salvar o Brasil.

 

– Continua após a publicidade –

 

A escolha do General Mourão foi um prato cheio para a esquerda que afirmava que a escolha foi o embrião da volta do regime militar e muitos brasileiros que não conhecem a história dos tempos já passados, afirmavam que a eleição de ambos seria um retrocesso.

 

A vitória da dupla de militares foi um grande alívio para a nação, que sempre confiou nas forças armadas, devido sua postura ética e moral. Se ocorreram alguns desvios de condutas no período de 1964 até o final da década de 80, tais fatos não podem ser tributados a todos. Ademais, sabe-se que os militantes da esquerda, além de estar à margem da lei, não defendiam a democracia. Eram caudatários do regime comunista que pretendiam implementar não só no Brasil mais em toda a América Latina.

 

Eleito Presidente, Jair Bolsonaro, mesmo depois de sofrer um atentado que quase lhe tirou a vida, não esmoreceu. Ele mantém uma postura até certo ponto agressiva, porém sincera, e de fato, que desagrada a imprensa sensacionalista que lhe é adversa. Confesso que às vezes, penso que o Presidente poderia ser mais diplomático nas respostas e mais comedido no vocabulário, mas para alguns órgãos de imprensa é preciso mostrar que eles não são os donos da verdade e que sua missão é atuar com imparcialidade, levando a verdade aos leitores e não criando factoides para confundir a população.

 

Apesar das críticas que tem recebido da imprensa, Bolsonaro vem conduzindo a política brasileira com probidade, transparência e ética, mas poderia ser mais comedido nas respostas, usar menos o Twitter e manter uma postura a altura do cargo que ocupa, ouvir menos os filhos, que via de regra agem mais com o coração do que com a razão. Entendo que cada um deve permanecer no seu quadrado. Felizmente temos um vice-presidente altamente preparado para abafar crises. Mourão age com calma e diplomacia, tem competência para sair de situações embaraçosas e com rapidez atende às perguntas formuladas por jornalistas de forma a esclarecer os fatos, muitas vezes desconcertando o entrevistador, cuja a pergunta objetiva induzi-lo ao erro ou intimida-lo.

 

Ao contrário do Presidente a República, também militar, mas de outra força, Carlos Moisés, governador de Santa Catarina que iniciou sua campanha desacreditado, era desconhecido do eleitorado, e ainda assim, agiu de forma silenciosa e com poucos recursos financeiros, realizando uma campanha modesta.

 

Afável no trato com as pessoas, o governador catarinense, aquele mesmo que foi alvo de deboche por seu adversário, demonstrou que a eleição só está ganha, depois de fechada a homologação pela Justiça Eleitoral. Em momento algum, Moisés demostrou excesso de confiança ou de desespero, como se sua eleição fosse o último ato de sua vida.

 

Eleito, o governador vem administrando o Estado de Santa Catarina com sensibilidade e lucidez e tem demonstrado preocupação com as finanças. Também não está promovendo uma caça às bruxas, mas pelo que se observa não vai deixar barato os casos de corrupção. Ele vai agir como agiu no caso dos cargos comissionados, os quais foram extintos sem muito proselitismo. O mesmo aconteceu com as chamadas agências regionais, antiga cabine de empregos.

 

Há muito tempo não se via em Santa Catarina um governador sóbrio, polido e sensível. Carlos Moisés não quer briga, muito menos atiçar fogo. Bombeiro que é, sabe como é difícil apagar um incêndio. Santa Catarina está de parabéns por ter eleito um governador do estofo de Carlos Moisés, cuja postura política difere daquela que vem sendo empegada pelo Presidente da República. Esse ainda não se moldou ao cargo.

 

Pontos negativos estão registrando os dois deputados estaduais de Santa Catarina que, embora comprometidos com empresas por terem recebido ajuda na campanha política fizeram questão de integrar a CPI, que pretende abrir as contas da Ponte Hercílio Luz. Quando me refiro à Ponte Hercílio Luz, lembro-me do caso Miguel Orofino, quando ocorreu a construção da ponte Colombo Sales. Miguel Orofino foi encontrado na Espanha. Será que possíveis implicados do desvio da Ponte Hercílio Luz serão lá encontrados também? Quem duvida.

 

Em Mafra, será que sai alguma comissão para colaborar com a Vigilância Sanitária? Se esta sair e cumprir com seus objetivos, outras poderão ser criadas para exigir, por exemplo, a conclusão do projeto da BR-280, a qual deveria cortar a BR 116 e atravessar o km 9 até próximo ao Santa Helena Clube de Campo. Não podemos mais esperar pelo Executivo e muitos menos pelo Legislativo, que agem sob as ordens de um grupelho de empresários, para os quais o centro do mundo é seu umbigo.

 

Por falar nisso, acho que os vereadores desconhecem a Constituição Federal, pois se é livre a crença religiosa e se todos são iguais perante a lei, criarem um feriado municipal para comemorar o Dia do Padroeiro do município abre um precedente enorme que poderá ser questionado por outras seitas religiosas. Temos em Mafra vários templos evangélicos de diferentes obediências, e qualquer um deles poderá exigir a instauração de um feriado municipal, seja lá o motivo que for.

 

A excrecência já era o decreto de ponto facultativo, agora a emenda ficou pior que o soneto, pois sendo feriado todo o município para. Mais eis que de repente mudaram de novo, e agora parece ser oficial pela Lei 4.388 de 13 de março último, que oficializou o dia do Padroeiro como ponto facultativo.

 

Com a palavra os dois caciques que lideram a classe dos comerciantes e também a Associação Empresarial de Mafra, nós precisamos trabalhar. Enquanto ficarmos parados vendo o trem passar não vamos sair do lugar. Praza os céus que surja em Mafra um Jair Bolsonaro ou um Carlos Moisés para acabar com, não só com o apadrinhamento, mas também com a moeda de troca.

 

VER PRIMEIRO

Agora, que tal seguir o nosso Instagram, Twitter ou curtir a nossa página no Facebook? Para que você possa continuar acompanhando os melhores posts sobre Rio Negro e Mafra, diariamente, em suas redes sociais.