A mil por hora

Elas também pilotam

Piloto Eduarda Conzatti, uma das representantes femininas do Motocross no Paraná

 

O ronco dos motores das motos prontas para entrar na pista, adrenalina na veia, pilotos lado a lado dividindo o sonho de um dia entrar para o hall de heróis das pistas de Motocross. Essa é a realidade de muitos jovens pelo Brasil, inclusive muitos aqui da região de Rio Negro e Mafra.

 

E, entre eles, o sonho de muitas meninas. Meninas como Eduarda Conzatti, curitibana, de 17 anos. A piloto número 237 é a atual campeã da categoria feminina do Motocross (MXF), mas já começa também a se destacar na categoria Júnior e no Velocross, onde compete lado a lado com garotos e, mesmo assim, garantiu lugar no pódio em 2018.

 

Eduarda começou a correr com cinco anos, por influência do pai que é piloto de Motocross. Já nesta idade a piloto ficou em 5º lugar no campeonato gaúcho de Motocross. Mas foi na adolescência que a carreira de Eduarda decolou. Com 14 anos começou a aparecer no pódio da MXF com o 3° lugar.

 

Depois disso foi bicampeã paranaense da MXF, campeã do Sul brasileiro de Velocross em 2018. E este ano a paranaense segue se destacando. Foi 1º na categoria MXF na Copa Paraná e na Copa Crozeta também foi campeã da MXF. E apesar da falta de apoio para a MXF, Eduarda tem muitos sonhos para sua carreira “pretendo continuar andando por muitos anos, sonho ser campeã brasileira, andar no latino americano e no mundial de Motocross na categoria feminina.”.

 

A piloto paranaense mostra a força feminina nos esportes de velocidade e prova que sim, elas também pilotam e com muita qualidade, técnica e emoção. E provam ainda o que já deveria ser certeza para todos, um piloto não deve ser julgado por seu gênero, mas sim por sua capacidade. E que todos têm condições de competir de igual para igual.

 

Mas infelizmente essa não é a realidade para a maioria. Muitas e muitos sofrem com a falta de oportunidade, de patrocínio, sem contar os desafios do dia a dia da carreira. E isso não é exclusividade dos esportes de velocidade. Quantas Martas, Hortênsias, Bias Figueiredo ou Daianes dos Santos estão esquecidas Brasil afora e vivendo em anonimato por falta de oportunidade?

 

Vamos mudar esse quadro! Vamos valorizar nossas meninas! E meninos também! Que o esporte seja mais do que um caminho, mas uma oportunidade de mudar vidas, de superar obstáculos, que ele cumpra sua linda função de renovar corações e escrever o nome de atletas na história do nosso país.

 

– Continua após a publicidade –

 

VER PRIMEIRO

Agora, que tal seguir o nosso Instagram, Twitter ou curtir a nossa página no Facebook? Para que você possa continuar acompanhando os melhores posts sobre Rio Negro e Mafra, diariamente, em suas redes sociais.