Saúde

Dia Nacional do Parkinsoniano. Saiba mais sobre a doença e dicas para o tratamento

 

José é pai de 6 filhos e dono de uma fábrica de sabão. Um pai e marido exemplar, amigo engraçado e sempre disposto a ajudar o próximo. Mas hoje, com 90 anos, vive preso a uma cama e para conseguir os movimentos mais simples precisa da ajuda de sua cuidadora.

 

A história de José é a realidade de muitos idosos no Brasil. Afinal, o Parkinson é uma das doenças neurológicas mais comuns dos dias de hoje. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. Só no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com o problema.

 

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Segundo a enfermeira Nayara Ariane Laureano Gonçalves, colaboradora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Qualidade de Vida (NEPEQ/UFCG), o Parkinson é uma doença degenerativa neurológica, que pode causar tremores e lentidão. “O corpo vai apresentando algumas limitações e sinais como tremores de repouso, tremores nas extremidades, instabilidade postural, rigidez de articulações e lentidão nos movimentos”, explica Nayara.

 

Existem também sintomas não motores, tais como a diminuição do olfato, distúrbios do sono, alteração das funções intestinais e depressão.

 

Nayara Laureano, enfermeira e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Qualidade de Vida.

 

Nayara alerta que quanto antes iniciar o tratamento melhor. “É preciso estar atento aos primeiros sinais e sintomas que o idoso apresentar e procurar ajuda médica antes dos sintomas se agravarem ”.

 

Conforme a enfermeira, para a prevenção da doença, o melhor remédio é manter a qualidade de vida. “A atividade física é a forma mais eficiente para prevenir e combater a doença. O ideal é começar ainda na fase adulta antes mesmo da doença surgir. Assim, pode ter diminuição do risco de vir a desenvolver a doença, em torno de 30%”, disse.

 

Confira algumas dicas para ajudar no tratamento do Parkinson:

  • Auxiliar o idoso na realização diária de exercícios de alongamento e movimentos orientados por um fisioterapeuta para minimizar a rigidez muscular e ajudar a manter a flexibilidade;
  • Evitar quedas que possam deixar o paciente acamado. Cuidar com tapetes, móveis, brinquedos espalhados no chão, cachorro ou qualquer situação que possa desequilibrar o idoso e contribuir para a ocorrência das quedas;
  • Ficar atento para a administração da medicação, os horários e a dosagem correta;
  • Promover atividades lúdicas para que o paciente trabalhe a parte cognitiva, como jogos, computação, dança, aprender um idioma, por exemplo. Além de manter a mente ativa, possibilitam uma melhor socialização.

 

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