Mafra

Amor sem idade: mãe mafrense faz adoção tardia de duas meninas

Joyce com as filhas adotivas, este será o primeiro dia das mães na família

 

Neste dia das mães, a jornalista Joyce Silva prova que amor de mãe não tem limites e nem idade. A mafrense adotou recentemente duas meninas, de quatro e sete anos, e passará neste dia 12 seu primeiro dia das mães com a família completa.

 

“Foi uma longa gestação. Eu e meu marido fizemos o cadastro nacional e procuramos o Fórum de Mafra em 2012. Fizemos curso obrigatório e somente em 2013 ficamos aptos para a adoção”, explica. “Nós não tínhamos restrições, só não queríamos um bebê. Sabíamos que iria demorar mais e como somos um casal mais velho, não seria a melhor opção”.

 

Ela conta que foram quatro anos de espera e participação em encontros de casais que pretendiam adotar. “Somente em 2017, quando aumentamos a faixa etária da criança para ser adotada, fomos chamados. Não deu certo na primeira tentativa, pois a criança era de Rondônia e não poderíamos passar o tempo necessário lá para o processo. Em 2018 fomos chamados novamente para visitar uma criança, mas novamente não deu certo”.

 

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Segundo Joyce, a situação foi frustrante e seu marido quase pensou em desistir. Mas em agosto de 2018, o casal finalmente teve sucesso com a adoção de duas crianças, de quatro e sete anos. Joyce e o marido fizeram vários encontros com as meninas para conhecê-las e em outubro, o casal conseguiu a adoção.

 

“É uma alegria! Elas são o centro da casa! Não é fácil, mas é muito gostoso. Diariamente você aprende uma coisa nova com as crianças”, conta.

 

A jornalista também relatou que a adoção foi um aprendizado constante e que a vida mudou totalmente. Segundo Joyce, a alegria da família está completa e as meninas foram recebidas muito bem por todos, inclusive, pelas crianças do condomínio e da escola. “A família inteira chorou, acharam o momento emocionante e lindo. É um amor e um acolhimento que você não espera, mas que nos deixa muito surpresos e felizes”, diz.

 

Outro ponto que a família teve de se adaptar foi à nova rotina. “Aprender a ser pai e mãe não é fácil e as meninas também estão aprendendo a ter pais. Está sendo mais fácil a adaptação da maior que compreende mais o processo. A menor tem mais birras de criança, mas a gente vai trabalhando e explicando. Independente de qualquer coisa, a maioria dos momentos são de companheirismo, amor e muita bagunça em casa”.

 

Adoção tardia

A adoção de crianças mais velhas, como no caso de Joyce, ou adolescentes é conhecida como adoção tardia, e é ainda muito rara entre os casais que pretendem adotar. A maioria das famílias preferem bebês e adotar apenas uma criança.

 

De acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), somente 38% dos casais aceitam adotar irmãos e 92,5% só aceitam crianças de raça branca. Em relação à idade, apenas 5,71 aceitam adotar crianças com até 7 anos de idade, e em idade superior, a procura é menor. Para adolescentes, por exemplo, a taxa cai para menos de 1%.

 

Apesar de ainda existir essa preferência de idade, Joyce Silva relata a experiência positiva que tem com a adoção tardia e destaca maiores incentivos no Brasil. “Não há espaço para preconceito ou dúvidas, só porque a criança é mais velha”, explica.

 

A jornalista destaca que as crianças precisam de pais e os pais precisam dos filhos, por isso a importância de se pregar amor, respeito, identificação, dignidade e gratidão. “Não importa qual seja o tipo de família, tradicional, com dois pais ou duas mães, as crianças precisam e procuram amor. Quem adota deve ser desprovida de preconceitos, pois é um ato de amor”, diz.

 

O processo de adoção

A adoção é um processo demorado no Brasil e o tempo varia de acordo com a região, a disponibilidade de crianças, as preferências dos pais adotantes e os perfis das famílias. Por isso, Joyce alerta que mães que pensam em adotar, não devem demorar a começar o processo.

 

“Se pensa em adotar, pense bem e entre já com o cadastro porque pode ser demorado. O ideal é começar o quanto antes. Tem que fazer curso, participar de grupos de apoio, e várias atividades antes da adoção em si, além de grupos de apoio”, conta.

 

A adaptação

Os desafios não vêm apenas do processo de adoção, mas de dificuldades que qualquer família enfrenta em seu dia a dia com o amadurecimento dos filhos.

 

“Por mais que seja difícil jamais cogitamos devolvê-las. Se viermos a ter problemas vamos enfrentar juntos. Desde o início já pensamos que as meninas eram nossas filhas, nunca pensamos em desistir”, diz.

 

Primeiro dia das mães

Com a convivência diária a família está cada vez mais adaptada e unida. “As meninas já pegaram nosso jeito. A maior é parecida com o pai e a menor mais parecida comigo, até pela convivência”, explica. “A adoção era um desejo que a gente tinha há muito tempo e quando veio foi na hora certa”.

 

Este domingo (12) será especial para a nova mamãe. “Esse será meu primeiro dia das mães. Estou ansiosa para ir à escola das meninas e assistir as apresentações. Será emocionante. É muito bom! Queremos acompanhar cada fase daqui para frente e vê-las crescer cada dia mais”, finaliza.

 

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