Saúde

Profissional de Educação Física dá dicas para uma vida mais saudável

Daniel Petreça também utiliza a música para falar sobre vida saudável em suas palestras

 

A prática da atividade física está atrelada ao modo como as pessoas a enxergam. Segundo o músico, palestrante e profissional de Educação Física, Daniel Petreça, a partir do momento que a qualidade de vida vira uma prioridade, ela passa a ter importância na vida das pessoas.

 

O profissional destaca que a prática de atividade física não precisa ser uma religião que deve ser seguida à risca. Para ele, pequenos hábitos já fazem a diferença. “O ideal é saber qual o seu limite e ter uma vida mais equilibrada”, diz.

 

Conforme Daniel, para começar a se exercitar é preciso estar consciente de como a falta da prática de atividade física pode ser prejudicial a longo prazo.

 

Nós estamos passando por um processo de transição demográfica. O número de idosos está aumentando cada vez mais e um dos determinantes para o sucesso do envelhecimento é o estilo de vida. Mesmo tarde, sempre há tempo para mudar alguns hábitos, e começar desde cedo, é estar consciente de como você quer envelhecer e de como você se enxerga no futuro”, afirma.

 

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Prevenção

Já existe a comprovação de que a atividade física ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, alzheimer, demência e até mesmo, alguns tipos de câncer. A recomendação do profissional para quem está começando é a prática de atividade física por pelo menos 150 minutos por semana, que devem ser fracionados durante cada dia.

 

“Hoje é possível fazer a contagem dos passos que você dá através de pedômetros (aplicativos para celular). Você pode estipular metas de quantos passos dar por dia e se policiar para atingir resultados na caminhada. O objetivo é que você seja ativo na maioria das ações do dia-a-dia. O corpo foi feito para estar em movimento”, recomenda.

 

Outro fator para uma vida mais saudável é a alimentação. Segundo Daniel, a recomendação é a de que sejam ingeridas, ao menos 400 gramas de frutas e verduras todos os dias e que alimentos industrializados, frituras e refrigerantes sejam evitados. O especialista também recomenda a ingestão de pelo menos dois litros de água e a manutenção do sono.

 

Políticas públicas

Daniel também comentou sobre como a sociedade pode ser mais ativa em Rio Negro e Mafra. Segundo ele, as secretarias de Saúde têm investido cada vez mais na promoção de saúde com programas de prevenção, aula de ginástica nos bairros, prática de esportes de forma gratuita, academias ao ar-livre, etc.

 

“É muito importante que as pessoas procurem por estas ações. Porém, não adianta elas terem oportunidades, se elas não correrem atrás. É preciso ter atitude e valores para que a atividade física seja algo que importe para elas”, diz.

 

Mesmo com os diversos programas, ele argumenta que Mafra e Rio Negro não são cidades muito bem planejadas para a prática de hábitos saudáveis.

 

“Nossas cidades poderiam ter mais praças e mais locais para prática segura. A partir do momento que temos um espaço e existe uma demanda, o próprio poder público precisa criar uma infraestrutura. Depende de nós como sociedade, ter relacionamentos e engajamento para uma vida mais saudável e reivindicar o que nos é de direito. Hoje já existem muitas “cidades saudáveis”, onde toda a infraestrutura é pensada para a prática da atividade física, com parques, ciclovias e academias. Infelizmente, ainda estamos longe desta realidade”, comenta.

 

Apesar da falta de oportunidades, o estilo de vida saudável depende principalmente da população. Para Daniel, é importante que as pessoas comecem a ler mais sobre isso e que outros setores comecem a explorar esse estilo em todos os âmbitos da sociedade.

 

“A partir do momento que a população começa a ficar mais saudável, ela influencia toda uma geração, previne doenças e consequentemente, contribui para a manutenção da saúde”, finaliza.

 

 

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