Rio Negro

Concurso do Sesc transforma escola e melhora desempenho de alunos rionegrenses

Professora de artes Flávia Onofre

 

Valorizar a cultura e a tradição local e despertar nas crianças o interesse em conhecer a história da cidade e do estado onde nasceram. Essas são algumas das premissas do Sesc com o concurso “Entre Lendas do Paraná”.

 

Os alunos da rede pública estadual e municipal participaram do concurso propondo ilustrações de lendas, mitos, locais ou personalidades históricas das cidades paranaenses. E apesar de estar na segunda edição, já se percebe o impacto positivo por todo o estado.

 

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São exemplos como a Escola Municipal João da Silva Machado, de onde saiu uma das vencedoras da primeira edição. Porém, mais do que o prêmio, a escola ganhou o desenvolvimento dos alunos em sala de aula e o envolvimento de toda a comunidade.

 

“Foi muito mais do que a premiação, vimos os alunos mudarem como pessoas. Foi uma ótima oportunidade de trabalhar identidade e valores humanos. As crianças se sentem parte da escola e da comunidade”, explica o coordenador pedagógico, Teotonio Berger. “É muito bom ver o olhinho deles brilhando, mesmo que não ganhem, a gente percebe o emprenho, a superação e o aprendizado”.

 

Um dos pontos mais positivos da participação no concurso, segundo a professora de arte Flávia Onofre, foi a oportunidade de explorar conteúdos da disciplina de forma mais lúdica e desenvolver nos alunos mais do que habilidades artísticas.

 

Alunos do quinto ano da escola, com coordenador pedagógico Teotonio Berger e a professora de artes Flávia Onofre.

 

“Antes de eles desenharem de fato, nós escolhemos três lendas para cada turma, trabalhamos a contação de histórias, a interpretação de texto, a leitura fotográfica das cidades e montagem de cenários para cada lenda”, explica.

 

Além do grande interesse dos alunos, a comunidade também se envolveu. Os pais e avós das crianças passaram a contar lendas de Rio Negro. A professora Flávia conta que as crianças trouxeram essas lendas para a sala de aula e trabalharam também a história local.

 

Segundo o gerente executivo da unidade do Sesc de Rio Negro, Henrique Gaio, ver que o concurso impacta não só os alunos, mas toda a família é um fator a se comemorar. “É bacana perceber que se extrapola o limite da sala de aula. Não fica só na atividade pontual com a professora, mas trabalha essa busca de referência da história para entender o contexto atual”.

 

A transformação na postura o no rendimento escolar dos alunos são algumas das questões que o Sesc procura incentivar em seus programas. “A interdisciplinaridade, o desenvolvimento do protagonismo do aluno e de novas habilidades, além da valorização das histórias orais e das tradições de família, que são tão importantes quanto o conteúdo visto em sala de aula”, enfatiza Henrique.

 

O sucesso da atividade foi tamanho, que a Escola João da Silva Machado fez agora seu próprio concurso de artes. Os trabalhos estão expostos em locais públicos da cidade e a escola já recebeu resposta positiva da própria comunidade. “Os alunos ficam ansiosos para participarem de atividades como esta e já perguntam quando irão participar novamente do concurso do Sesc. Estamos muito felizes em ver esse interesse e a melhora em sala de aula” explica Teotonio Berger.

 

Alunos fizeram trabalhos baseados no concurso com o tema: “Melhores lembranças guardadas dentro de um pote”.

 

Os resultados também são comemorados pela unidade do Sesc em Rio Negro. “Perceber que as atividades propostas estão voltando para a escola de uma maneira tão positiva nos deixa feliz, porque sabemos que o desempenho do aluno melhora em diversas áreas, inclusive no relacionamento dele com outros colegas”, finaliza Henrique Gaio.

 

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