Hannices

Espinhos cortantes

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Ela tentou fazer com que seus espinhos – ora descobertos, fizessem sangrar todos aqueles que um dia lhe feriram.

 

Tentou demonstrar frieza em cada palavra que proferia, a fim de que não ousassem lhe afrontar.

 

Queria que sentissem certo receio quando em atitudes voluntárias, quisessem se achegar.

 

Tentou ferir aos outros, e a si mesma. Tentou repreender todo o choro e toda a angústia, pois sabia o quanto poderiam se aproveitar dessa situação.

 

Tentou ainda esbravejar quando quiseram dizer que não era normal o jeito como agia e como pensava. Falhou.

 

Falhou pois seus espinhos, apesar de cortantes e delirados pelo sangue, ainda eram independentes.

 

Ainda denotavam a ideia de que, resilientes, poderiam apenas acariciar.

 

Poderiam contornar a dor e fazer com que cada toque, os fizesse lembrar o quanto era doce o gosto da superação.

 

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