Semana Farroupilha resgata tradições e costumes gaúchos

Setembro é o mês em que o tradicionalismo gaúcho encontra a sua mais ampla expressão nos festejos farroupilhas, que marcam a rememoração dos acontecimentos da Revolução Farroupilha e a celebração das tradições gaúchas.

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Movimento Farroupilha, Semana Farroupilha, Acampamento Farroupilha, Desfile Farroupilha e Baile Farroupilha são expressões muito usadas durante o mês de setembro, principalmente no Rio Grande do Sul.

 

Essas manifestações têm sua origem na “Revolução Farroupilha”, que ocorreu entre 1835 e 1845. Foram 10 anos de luta pela independência do Rio Grande do Sul em relação ao domínio imperial, tendo como principais razões a falta de assistência e o excesso de impostos.

 

A expressão “Farroupilha” se deve ao uniforme dos soldados que estavam em farrapos, devido à falta de recursos. O fim da Revolução Farroupilha aconteceu através do “Tratado de Poncho Verde”.

 

Entre os anos de 1940 e 1950 era grande o número de jovens, filhos de estancieiros, que iam à Porto Alegre para estudar, e estes reuniam-se para vivenciar suas raízes da campanha, lidas, expressões, usos e costumes, músicas, danças de salão, folclore e culinária.

 

Desta forma, em 1948 foi fundado em Porto Alegre o primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG), denominado “35 CTG”, ativo até os dias atuais, sob a liderança dos jovens estudantes Paixão Cortes e Barbosa Lessa. Hoje os CTGs se espalharam pelo Brasil e até mesmo pelo exterior, com boa aceitação e simpatia.

 

Todos os anos os festejos farroupilhas têm uma música tema. A deste ano chama-se “Gaúchos sem Fronteiras” dos compositores Érlon Péricles e Cristiano Quevedo, destacando os gaúchos desgarrados do pago que vivem em outras querências.

 

 

Por Nelson Solis (Tio Solis).

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