Vazamento de metano no mar da Antártica pode afetar o meio ambiente

A poluição do gás metano é muito maior que a do gás carbono. Ele retém 28 vezes mais calor, acelerando a mudança climática do planeta.

Recentemente, cientistas descobriram um vazamento subaquático de metano na região da Antártica e que pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Outros casos já haviam sido encontrados em outras regiões, mas a diferença era que os micróbios conseguiam controlar o vazamento antes que chegasse à atmosfera.

Essa descoberta comprova que grandes quantidades desse gás já estavam sendo emitidas na atmosfera há anos. São em média 150 mil pontos de vazamento. Além disso, pesquisas revelam que estes vazamentos estão localizados em áreas onde o gelo está derretendo e libertando mais facilmente esse gás, o qual antes se encontrava aprisionado no gelo.

Mas o que isso traz de consequências para o meio ambiente?

A maior consequência trazida com essa liberação de metano é por conta do aquecimento global. A poluição do gás metano é muito maior que a do gás carbono. Ele retém 28 vezes mais calor, acelerando a mudança climática do planeta.

Uma questão importante a ser analisada é que nos últimos anos não só na região do Ártico, mas em todo o mundo, o metano pode ser encontrado e liberado em extrações de petróleo e também na pecuária, onde ele é produzido no estômago das vacas. Podemos também encontrá-lo em plantações de arroz e aterros sanitários, que são áreas úmidas.

No Brasil, a criação de gado está listada como uma das maiores responsáveis pela emissão de metano. O gado emite o gás pelo processo de digestão e mudanças no uso do solo podem desequilibrar a proporção entre o que é liberado na atmosfera e o que é consumido pelos organismos. Áreas alagadas na Amazônia e no Pantanal também desempenham um papel importante nas emissões pelo acúmulo de matéria orgânica em decomposição.