O teu recíproco não é o recíproco do outro

Não adianta vocês ficarem expondo suas vidas para qualquer pessoa e esperar que estas se compadeçam por todos os perrengues que você conta. Quem vai reconhecer a sua luta é aquele que está no dia a dia ali, perto, zelando por você.

Nesta edição, vamos conversar um pouquinho sobre como o comportamento do outro, em relação a nós, nos atinge.

É natural o fato de esperarmos de alguém a mesma reação/atitude que nós, naquela mesma situação teríamos, não é mesmo? Todos sentimos que ao dialogar com o próximo, a compaixão e a reciprocidade serão na mesma intensidade com a qual nos doaríamos.

E essa é a questão. Quando o papo acontece com alguém que você conhece muito bem, a chance de ser bem recepcionado é certa. Porém, temos a mania de achar que todos serão iguais. Aí você vai, solta o verbo da sua vida inteira para um “semi-conhecido” e fica no chão com a falta de respeito na forma como ele reage.

Não estou dizendo que não se pode querer falar com alguém alheio à sua vida cotidiana, mas sim, para se atentar ao fato de que assuntos de natureza pessoal ou íntima não dizem respeito a ninguém fora do círculo redondinho daqueles que você tem plena confiança. Mas você deve estar se perguntando: Por que raios estou falando disso?

Simples. Já cometi esse erro muitas vezes, na esperança de criar laços de amizade, e a recíproca não foi verdadeira. Isso mesmo! Todos erramos ao pensar que todos querem ser nossos amigos e engatar laços fraternos de companheirismo e lealdade. Exagerei, não é? Mas a realidade é essa, aceitem.

Podemos contar nos dedos de uma – no máximo das duas – mãos, a quantia de pessoas que verdadeiramente estarão ao nosso lado quando mais precisarmos. E isso já é uma grande coisa. Algo importante que precisa ser alimentado e cuidado nos instantes de mais vulnerabilidade.

Então, não adianta vocês ficarem expondo suas vidas para qualquer pessoa e esperar que estas se compadeçam por todos os perrengues que você conta. Quem vai reconhecer a sua luta é aquele que está no dia a dia ali, perto, zelando por você.

Não fiquem tristes com o que acabei de trazer. A gente aprende muito errando nesses pequenos – e necessários – tropeços. Não é pecado admitir isso. O problema é quando continuamos batendo na mesma tecla e sofrendo por cada vez que nos frustramos por atitudes alheias.

Valorizem as pessoas que se colocam ao seu lado com orgulho e o encorajam a ser alguém melhor. Acreditem no poder da amizade, e não se importem com o comportamento (disfarçado de julgamento) do outro, em relação a sua vida. É hora de aprender a ver as coisas como elas são, assim como quem está com você. Um abraço e fiquem bem!

Para mais textos, me acompanhe pelo Instagram @hannicess.

error: O conteúdo é de exclusividade do Riomafra Mix.