Robson Komochena

Cotidiano, política, comportamento e a história de Rio Negro, Mafra, Itaiópolis e região, sob os comentários polêmicos, irreverentes e provocativos do jornalista.

Os dias amargos do prefeito Wellington Bielecki

O prefeito vive os últimos 69 dias da sua gestão de forma amarga, vítima, talvez, do próprio sistema que há cinco anos o colocou no cargo.

O prefeito Wellington Bielecki está vivendo, nos últimos dias, talvez seu maior ‘inferno astral’.

 

Desde que assumiu a Prefeitura de Mafra, em 1º de julho de 2015, através de eleição indireta pela Câmara de Vereadores, reeleito de forma direta em 2016, Bielecki tem sofrido duros revés nos meses que antecedem o fim do seu mandato.

 

O prefeito que tem como hobby tocar gaita, viu a canção começar a desafinar no final do mês de julho, quando após três anos e meio contando com a maioria dos votos da atual legislatura a seu favor, sofreu a primeira derrota na Câmara. Por 9 a 2, seu projeto de lei para aumentar o percentual de 11% para 14% da contribuição previdenciária paga pelos servidores mafrenses não foi aprovado.

 

Fora da disputa eleitoral, tentou não se comprometer com a campanha deste ano e gravou um vídeo declarando que junto com seu partido (o PSD), não apoiaria nenhum candidato para sua sucessão no Executivo, lançando nominata de vereadores sem coligação.

 

A situação criou dois desconfortos: primeiro por não apoiar o seu atual vice (o que, pela lógica, era o esperado) e, segundo, por tentar manter uma boa relação com os demais partidos, principalmente o MDB, visando evitar votos contrários na Câmara.

 

Não conseguiu. Na sessão extraordinária da semana passada, apenas dois vereadores votaram pela aprovação das suas contas de 2016, enquanto outros 10 decidiram as reprovar.

 

Em paralelo, vê a imagem do seu governo se esfacelando em CPIs na Câmara. Mesmo que algumas com intenções políticas, como tem alegado em sua defesa, na opinião popular, o desgaste é inevitável.

 

Diante da turbulência, o prefeito pouco tem aparecido ou se manifestado. Na eminência da inelegibilidade pela reprovação das contas, vê com distância a possibilidade de concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2022, e vive os últimos 69 dias da sua gestão de forma amarga, vítima, talvez, do próprio sistema que há cinco anos o colocou no cargo.

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